A Verdadeira Alice

 Como o tema do blog foi de Alice (no caso a Madness Returns) eu não poderia deixar de falar sobre ela própria que realmente existiu.

O que eu acho que muita gente não sabe, é que o autor de Alice era um cara bem estranho. Primeiro, seu nome não era Lewis Carroll, e sim Charles Lutwidge Dodgson, nasceu na Inglaterra em 1832, foi matemático, lógico, fotógrafo e romancista foi reconhecido como tal após o seu sucesso com Alice no País das Maravilhas, publicado em 1865. Faleceu em 1898, com 66 anos. Lewis Carroll era um homem muito tímido, e gostava muito de crianças (apenas as do sexo feminino) e de lhes contar histórias. Lewis enquanto lecionava em Oxford conheceu Henry Liddell, pai de 3 meninas - Alice, Lorina e Edite.
O fato é que a literatura de Carroll está longe de ser tão despropositada quanto parece. A mãe de Alice queimou cartas de Lewis Carroll, nas quais ele se despedia da menina com "10 milhões de beijos" e costumava pedir cachos de cabelos de presente para beijar.
Pelo que li, sob a aparência sóbria, escondia-se um sentimento de culpa que o corroía de forma constante e implacável... Quando tinha oportunidade gostava de desenhar ou fotografar meninas seminuas, com a permissão da mãe. A maioria das fotos foram destruídas ou devolvidas, mas quatro ou cinco fotos ainda sobrevivem.






Em quatro de julho de 1862 ele convidou as filhas de seu amigo Lidell para um passeio de barco, as meninas eram Alice, Lorina e Edite e foi lá que ele começou a inventar a história de Alice no país das maravilhas ele tentou parar de contar a história por três vezes mas as meninas gostaram tanto que não deixavam que ele parasse de contar, queriam mais e mais! A história só foi acabar depois das oitos horas da noite daquele dia.
Muito dos personagens e situação dos livros foram inspirados em fatos e pessoas reais que faziam parte da vida de Lewis, inclusive a própria Alice.


A nogueira onde o gato Cheshire sempre aparece com seu sorriso assustador pode ser vista ainda hoje no jardim do colégio Deanery, na Catedral de Ripon onde o pai de Lewis exercia a função de reverendo, existe entalhada em uma madeira a imagem de um grifo que serviu de inspiração a Lewis para criar o grifo amigo da falsa tartaruga, ainda na mesma igreja temos outra ligação quando Alice ordena a criada rã que abra a porta temos a mesma caricatura Norman da sacristia da igreja. Já os poemas recitados por Alice são uma sátira aos poemas que as crianças inglesas eram obrigadas a saber de cor. O poema que Alice descobre no livro Alice no país dos espelhos que está escrito ao contrário na verdade foi escrito pelo sobrinho de Lewis seu nome era Stuart Dodgson Collingwood.
O chá maluco também não é ao acaso, quatro de maio corresponde ao dia do aniversário de Alice Lidell, já a história contada pelo chapeleiro e a lebre de março sobre três irmãs que vivem em um poço de mel , Elsie, Lacie e Tillie se refere as três irmãs Lorina, Edite e Alice.
O capítulo sobre o Leão e o Unicórnio é inspirado no símbolo das bandeiras da Inglaterra e da Escócia.
Lewis também se inspirou em seus amigos e professores de faculdade, nos livros temos a lagarta que dava conselhos filosóficos a Alice, Humpty Dumpty que discutem com Alice questões de semântica. O próprio muro que Humpty Dumpty se balança é uma caricatura dos muros da Universidade de Oxford. Seu colega Duckworth inspirou o personagem da ave.


Muito pouco sabe-se sobre o que fez com que Alice e Dodgson se afastassem.  A mãe de Alice determinou uma distância entre os dois, pois muitos boatos a respeito deles corriam por Oxford. E as história de que Lewis era “muito próximo” das crianças, principalmente meninas, afetaram de vez esse relacionamento.
O livro surgiu a pedido de Alice, que quis que Lewis escrevesse a história contada naquela tarde, e lhe desse de presente. Esse manuscrito foi chamado  “Alice’s Adventures Underground” (As Aventuras de Alice no Subsolo). Só mais tarde, influenciado por seus amigos, Lewis decidiu publicar o livro e mudou a versão original, aumentando de 18 mil palavras para 35 mil, dobrando o tamanho do livro, e acrescentando novas cenas.

Alice Pleasance Liddell morreu em 1934, e conta-se que a história de “Alice no País das Maravilhas” não facilitou sua vida, e por ser um livro conhecido, muitas pessoas esperavam demais da menina-mulher, que acabava decepcionando por não ser aquela menininha de cabelos dourados que é descrita no livro, e por trazer sempre à tona o escândalo que envolveu ela e o Sr Dodgson.

2 comentários:

  1. Oie
    Nossa faz tanto tempo que não venho aqui. Sorry.
    Ultimamente não tenho tempo nem pro meu blog que está fechado denovo...T.T
    Mas o tema esta lindo, já joguei esse jogo é muitooo bom.
    A história da Alice é muito sombria...mas adoro essa história, talvez pelo fato de ter essa incógnita.
    Saudades daqui.
    Bjusssss

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    Respostas
    1. Olá Aninha, bem-vinda de volta
      Eu quero muito jogar esse jogo, mas com uma irmã pequena que não sai de perto de você é complicado kkkk
      Obrigada pela visita

      Shadows Kisses

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